04 outubro 2010

Limites


Hoje, participei do programa Espaço Feminino da TV Boas Novas. Eu e a Psicóloga Cíntia Ândria de Souza Granato, conversamos com Ana Paula Almeida, sobre a
questão dos limites na educação dos filhos. Para os interessados no assunto, sugiro um livro muito conhecido e que já está na 83ª edição, "Limites sem Traumas" de Tania Zagury. Em breve posto o vídeo do programa.

Para você, pai ou mãe com dúvidas no assunto, abaixo,
uma reportagem da Veja on-line com trechos do livro:


Limites, sim ou não?

Antigamente, ninguém sequer discutia o assunto.

Criança não sabia e, portanto, precisava aprender. E nós, adultos, tínhamos de ensinar. De maneira que, por exemplo, quando o menino fazia algo errado, respondia mal à vovó, agredia um coleguinha ou não queria fazer o "dever de casa" os pais não tinham dúvidas - agiam, corrigiam, "davam castigo" - muitos até batiam!!! (Lá em casa, temos guardada uma aterrorizante e incrível palmatória - que meu marido, um belo dia, conseguiu com a ex-professora primária do
meu sogro, para figurar na sua coleção de antigüidades... com o caráter especialíssimo de ter sido usada no avô dos meus filhos, quem haveria de crer hoje?)

Com as mudanças ocorridas durante o século XX, tanto no campo das relações humanas como no da educação, as pessoas foram aprendendo a respeitar as crianças, entendendo que elas têm, sim, querer (há pouco mais de três décadas
nossos pais diziam com toda segurança "criança não tem querer", quem não lembra?), gostos, aptidões próprias e até indisposições passageiras - exatamente como nós, adultos.

Com isso, sem dúvida, muita coisa melhorou para as crianças - e, claro, para nós adultos também. O relacionamento entre pais e filhos ganhou mais autenticidade, menos autoritarismo. O poder absoluto dos pais sobre os filhos foi substituído por uma relação mais democrática. E o entendimento cresceu... Todos ficaram felizes... Será? Será que as coisas aconteceram assim de forma tão harmoniosa, com todos?

Na verdade, não. Em muitos casos, surgiram problemas, porque ocorreram uma série de enganos e distorções em relação a essa nova forma de relacionamento familiar.

E por quê? Será que essas novas teorias estavam, afinal, erradas? Em parte sim e em parte não. O problema maior que ocorreu - e ainda vem ocorrendo - é que muitos pais estão tendo sérias dificuldades para colo- car em prática essa nova forma de educar, que é de fato muito mais difícil.

Como saber a hora de dizer sim e a hora de dizer não? Aliás, perguntam-se, aflitos, muitos pais, há, de acordo com essas novas teorias, realmente uma hora para dizer não? Negar alguma coisa para os filhos parece um crime, um verdadeiro pecado atualmente, ou, no mínimo, um ato autoritário, um modelo antiquado de educar. Afinal, tantas obras publicadas indicam tudo que não se deve fazer e tão poucas oferecem realmente uma diretriz para clarear o caminho de quem quer bem orientar os filhos...

Muitos papais e mamães ficam em sérias dificuldades ao tentarem colocar em prática aquelas idéias tão lindas que tinham em mente ao iniciarem o longo e delicado caminho da formação das novas gerações: "comigo vai ser tudo diferente; não vou ser igual aos meus pais em nada...", afirmam, convictos. Cheios de boas intenções lá vão eles e... de repente, as coisas deixam de ser tão simples e fáceis. Ao contrário. O dia-a-dia parece se tornar muito, mas muito complicado mesmo. Ai, meu Deus, o que fazer?

Aquele relacionamento ideal, perfeito, em que a mamãe, com todo carinho (e com toda razão), explica (sem nenhum autoritarismo e cheia de compreensão), que aquele cd que o filhinho arranhou, tão inocentemente, tadinho - não era para ser riscado... mas, mesmo com toda conversa, com todo afeto demonstrado e outras tantas racionais explicações, o cd foi arranhado, sim. E não apenas um, mas vários! Explicado assim, com tanto carinho e amor, deveria ter funcionado, afinal usou toda a psicologia, não foi?... Então, o que está acontecendo? Depois de falar, explicar, sorrir, explicar de novo, acariciar, entender, compreender - tudo, tudo, conforme manda o figurino da nova educação - não é que parece que seu doce filhinho não entende o diálogo? Pois, afinal, não se foi para o lixo toda a ma-ra-vi-lho-sa coleção de cds do maridinho?... Como é que pode? E agora?

Onde foi que eu errei? perguntam-se, desesperados, os pais. Afinal, conversam, explicam, não agridem, não impõem, não batem, não castigam... e, no fim, a vida está virando um verdadeiro inferno, quanto mais fazem, mais os filhos querem que se faça, já não sabem mais o que dizer, como agir, estão desesperados! Um belo dia, percebem-se, admirados, a dizer "no meu tempo não era assim", aquela frase odiável que ouviram tantas vezes e, agora, quem diria, eles próprios a estão dizendo, e o que é pior, resolveram "virar a mesa", estão castigando os filhos, berrando, se escabelando, irritados, perdidos...

Parece o fim do mundo? Parece. Mas, felizmente, não é.

Já dizia Aristóteles, um filósofo que viveu muito antes de Cristo, "a justiça está no meio-termo". Ou seja, o que ocorreu foi que, no afã de atender aos reclamos da moderna pedagogia e da psicologia, os pais perderam um pouquinho o rumo - e, sem querer, exageraram na dose - quiseram tanto acertar que, por vezes, erraram. Mas, calma, nada que não tenha remédio! Algumas regras básicas são suficientes para colocar a casa em ordem e a vida em paz!...

E é exatamente o que vamos fazer aqui: explicar com clareza e objetividade como ser um pai moderno - sem perder a autoridade, sem deixar que os filhos cresçam sem limites e sem capacidade de compreender e en- xergar o outro - habilidades básicas e essenciais para quem deseja criar cidadãos, seres humanos capazes de praticar o humanismo com a mesma naturalidade com que respiram!

Para possibilitar o surgimento desse ser humano maravilhoso é necessário que os pais tenham certeza de uma coisa: dar limites é importante. Não pode haver dúvidas quanto a isso. Antes de começar é preciso pensar - e decidir. É fundamental acreditar que dar limites aos filhos é iniciar o processo de compreensão e apreensão do outro (atualmente muita gente acredita que o limite provoca necessariamente um trauma psicológico e, em conse- qüência, acaba abrindo mão desse elemento fundamental na educação). Ninguém pode respeitar seus semelhantes se não aprender quais são os seus limites - e isso inclui compreender que nem sempre se pode fazer tudo que se deseja na vida. É necessário que a criança interiorize a idéia de que poderá fazer muitas, milhares, a maioria das coisas que deseja - mas nem tudo e nem sempre. Essa diferença pode parecer sutil, mas é fundamental. Entre satisfazer o próprio desejo e pensar no direito do outro, muitos tendem a preferir satisfazer o próprio desejo, ainda que, por vezes, prejudique alguém. Porque, afinal, nem sempre o que se deseja é útil e correto socialmente, querem ver?

- Pode morder e arrancar os cabelos do amiguinho só porque ele pegou seu brinquedo favorito? Não, é claro.

- Pode dar vontade de entupir o vaso sanitário da escola com papel higiênico? Não, não pode.

- Pode dar vontade de jogar uma mesa do segundo andar de um prédio, só para ver o que acontece com o chão, lá embaixo? Não, não pode.

- Pode dar vontade de pichar as paredes branquinhas do prédio novo lá da praça? Não, não pode não.

- Pode dar vontade de dirigir, depois de beber duas doses de uísque? Não, não pode.

- Pode dar vontade de correr como o vento na nova bicicleta de vinte marchas e nem ao menos reduzir um pouco, ao vislumbrar uma velhinha atravessando a pista? Não, mas acontece... e a cada dia mais...

- Pode dar vontade de pegar aquela bolsa lindinha e nova que a amiga comprou e levar para você? Também não pode não.

- Pode fingir que não percebeu que a conta do restaurante veio totalizada a menos e não falar nada? Não, não e não!

- Pode dar uma facada na namorada que o deixou por outro? Jamais! Porém acontece!

- Pode dar vontade de jogar álcool no mendigo e atear fogo, só de brincadeirinha? Não, não pode.

Mas só vai responder "não, não pode não" quem desde pequenino tiver aprendido que muitas coisas podem, e muitas outras não podem e não devem ser feitas, mesmo que dêem muita vontade ou prazer. E tudo bem. Somos felizes assim, respeitando e tendo algumas regras básicas na vida. Especialmente se aprendemos a amar o outro e não apenas a nós próprios.

E, nós, os pais, queremos muito ver nossos filhos crescendo no rumo da felicidade, não queremos? Então temos de ajudá-los nisso. Porque ninguém, ao vir ao mundo, sabe o que é certo e o que é errado. O ser humano, ao nascer, não tem ainda uma ética definida. E somos nós, especialmente nós, os pais, que temos esta tarefa fundamental e espetacular - passar para as novas gerações esses conceitos tão importantes e que conferem ao homem sua humanidade.

Então, se estamos todos de acordo, mãos à obra! Vai valer a pena!

18 setembro 2010

1822



Para meu trabalho de conclusão da pós, pedi pela net um livro sobre Projetos Pedagógicos (mas não é sobre este que quero falar). Aproveitando a oportunidade, pedi outro, afinal não ia permitir que o entregador chegasse aqui com um livrinho só, ?? Que desculpa...
A verdade é que eu estava muito curiosa para ler este outro livro:
1822, de Laurentino Gomes.
No início de 2008, fizemos um grande projeto na escola onde trabalhamos sobre os 200 anos da chegada da família real, como fonte de pesquisa, li seu outro livro, 1808.
Me encantei pela maneira fácil que ele descreve os acontecimentos da História do Brasil, dava gosto! Quando ouvi falar que ele estava lançando sua continuação, não perdi tempo!
Na "orelha" do livro consta alguns depoimentos, vou destacar o de Mônica Rector (professora ph.D, da Universidade da Califórnia, EUA) o que o define muito bem:


" Uma forma leve e divertida de estudar história, sem sofrimento"


1880, li e recomendo!
1822 vou começar agora, depois conto!!

Próxima aquisição: D. LEOPOLDINA - CARTAS DE UMA IMPERATRIZ

http://www.entrelinhas.info/livro-d-leopoldina-cartas-de-uma-imperatriz/

1808


14 setembro 2010

Escola

Uma escola de qualidade

Uma escola de qualidade sabe de onde veio e para onde vai. Conhece bem a sua história e seu futuro. Traça metas e objetivos. Planeja e se organiza. Tem seu Projeto Político Pedagógico bem elaborado e construído por todos.


Uma escola de qualidade é aquela onde há respeito entre todos os segmentos: alunos, professores, responsáveis e direção. Nela todos os profissionais podem trabalhar com autonomia a partir de uma gestão democrática. Todos são ouvidos, as questões são discutidas e resolvidas.


Numa escola de qualidade, os alunos são felizes! Cada aprendizado é uma descoberta, ele tem prazer em estar ali! Os momentos vivenciados ficarão sempre em sua mente. Os professores são valorizados, recebem salários dignos e amam o que fazem.


Numa escola de qualidade, há uma linha filosófica definida, refletindo numa prática pedagógica ativa, onde os alunos são autores de seus processos através da interação com o outro. A avaliação é contínua e baseada naquilo que o aluno consegue fazer, observando suas capacidades e talentos.


Uma escola de qualidade seria uma escola ideal a meu ver. Uma escola que vai além dos muros, uma escola que forma cidadãos éticos e críticos.


Por Dayse Malagole

Coordenação











Dez atribuições que um

Coordenador Pedagógico deve ter:

  1. Liderar o grupo na construção do Projeto Político Pedagógico. É o Coordenador que delimita as ações, estimula o grupo, abre novas perspectivas, ajuda a definir a linha de trabalho.
  2. Liderar o grupo na construção dos Projetos Pedagógicos Anuais, Projetos Individuais e todo planejamento feito na unidade escolar, ele é responsável por esta organização.
  3. Auxiliar o professor na execução de tais projetos, levando sugestões, novidades e soluções.
  4. Apresentar aos responsáveis a linha pedagógica da escola e como ela é desenvolvida.
  5. Estar atento aos diários de classe, relatórios redigidos pelos professores.
  6. Estar atento aos prazos, colaborar com o professor para a conclusão das atividades de forma coerente e satisfatória.
  7. Receber os responsáveis, tirar dúvidas, resolver pequenos conflitos, sempre buscando o bem estar de todos.
  8. Acompanhar a avaliação da aprendizagem dos educandos, auxiliando o professor nesta tarefa.
  9. Colaborar na busca de estratégias para trazer a família à escola.
  10. Manter o corpo docente sempre atualizado, levando textos de estudo, reflexões, dinâmicas que promovam uma formação continuada.
Três qualidades do Coordenador Pedagógico:

  1. Criatividade – Ele deve sempre trazer novas idéias, estar bem informado e atualizado tanto com o que acontece no mundo, quanto as novidades tecnológicas.
  2. Bom relacionamento interpessoal – O Coordenador deve ter um bom relacionamento com todos, ser imparcial em alguma questão onde haja divergências no grupo. Deve buscar sempre a união.
  3. “Jogo de cintura” – Existem situações onde o Coordenador deve, ou atuar de forma decisiva, buscando a melhor maneira de solucionar problemas.

Por Dayse Malagole