26 julho 2011

Educação Infantil

Dois importantes vídeos sobre Educação Infantil



05 junho 2011

A criança na arte

Recebi de uma pessoa querida, uma revista espanhola que apresenta em sua capa uma pintura de Albert Anker, ilustrador e pintor suíço. Me apaixonei pelos detalhes da imagem, a troca de olhares, a expressão. Quase posso sentir a mão do bebê no rosto da menina, talvez por já ter vivenciado aqui em casa com os meus filhos, esta cena de afeto entre irmãos.
A partir daí, comecei a pesquisar pintores que retrataram a infância, nas suas mais diferentes concepções. Encontrei uma preciosidade. Um blog intitulado "Eu sou uma criança - crianças na historia da arte"  http://iamachild.wordpress.com . 
Era tudo o que eu procurava! Nele, encontramos uma infinita relação de artistas e suas obras primas!! Bom, se você gosta de arte ou de criança, pode "perder" horas, contemplando suas imagens!!

Vídeo

Pensamento Infantil - Noção de espaço

20 janeiro 2011

Educação Infantil

13 perguntas e respostas sobre computadores na pré-escola
Por que e como incluir o uso do computador de maneira adequada na rotina da criançada






Por que e como incluir o uso do computador de maneira adequada na rotina da criançada

É cada vez mais presente no discurso dos educadores a ideia de que computador na escola só se for para ser usado como ferramenta pedagógica a fim de proporcionar aprendizagens às crianças. Porém, quando esse é o assunto no currículo da pré-escola, ainda existem muitas dúvidas - inclusive na cabeça dos pais. Será que a máquina é realmente útil ou, no fim das contas, acaba virando mais um brinquedo na mão dos pequenos?

1 Por que os pequenos devem usar o computador?

Primeiro porque é papel da escola apresentar os elementos do mundo em que vivemos e ensinar como interagir com eles. Segundo porque, ao planejar trabalhos com o computador na pré-escola, o educador permite que a turma desde cedo acesse diversas manifestações da linguagem. "O importante é não esquecer de que a tecnologia tem de ser usada para expandir conhecimentos. Não vale usá-la de maneira gratuita", diz Maria Virgínia Gastaldi, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

2 Qual deve ser o foco do trabalho com as crianças?

Por ser uma ferramenta para ajudar na ampliação dos saberes (e não o objeto da aprendizagem), a máquina deve ser incluída na rotina para a realização de pesquisas na internet, o desenvolvimento de projetos ou para o uso de jogos que tenham como tema algum conteúdo que esteja sendo explorado no momento, dentre outras possibilidades (leia a sequência didática). Não faz sentido reservar um tempo para aulas de informática a fim de ensinar como usar o mouse ou identificar os símbolos. Enquanto praticam a escrita do nome próprio, por exemplo, todos aprendem a operar o aparelho.

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É preciso garantir uma máquina para cada criança?

Não. O ideal é ter uma em cada sala. No caso de existir uma sala de informática ou então somente um aparelho na escola, os educadores têm de organizar um cronograma para garantir que todas as crianças tenham acesso. Assim, a atividade não será encarada como algo que ocorre raramente e, por isso, desperta ansiedade ou então se torna o centro das atenções da garotada. Porém, mais do que isso, a escola tem de se preocupar em integrar a tecnologia à aprendizagem, ou seja, fazer do computador um componente rotineiro para o grupo.

4 E o aluno que nunca teve acesso à informática?

Mesmo para essas crianças, não é necessário fazer uma apresentação formal. O educador é sempre a referência para a turma. Então, basta que, ao começar uma atividade qualquer, ele explique os objetivos e descreva o que está fazendo. A tecnologia faz parte da cultura e a escola é responsável por fazer com que a criançada tenha acesso a ela. "Quem tem o recurso em casa leva para a escola novos elementos e compartilha com os colegas. Quem não tem adquire a chance de desenvolver as mesmas habilidades, passando a fazer parte do mundo digital", explica Camilla Duarte Schiavo Ritzmann, coordenadora pedagógica da Escola Santi, na capital paulista.

5 Os pequenos podem brincar com o computador?

Sim, desde que as brincadeiras não sejam passatempos, atividades que não se refletem em aprendizagens. O educador tem de eleger jogos e programas interativos que agreguem o trabalho com os conteúdos didáticos explorados na pré-escola.

6 Quais as características de um bom jogo online?

Tal como um jogo de tabuleiro, ele precisa desafiar os pequenos a colocar em cena seus conhecimentos, assim como apresentar novas informações para desafiá-los. Modelos que apresentam questões a serem respondidas e depois simplesmente revelam certo ou errado, sem justificativas, por exemplo, não são interessantes.

7 O educador precisa dominar informática?

Não, mas é imprescindível estudar antes o que vai ser apresentado para a criançada, tanto para saber se o material tem qualidade didática como para planejar os encaminhamentos. No caso do uso da internet para fazer pesquisas, é preciso cuidar para que a turma não acesse sites inadequados para a faixa etária ou pouco confiáveis, que podem fornecer informações de qualidade duvidosa.

8 Qual o tempo ideal de uso da máquina por dia?

Não existe uma medida-padrão. O importante é balancear essa atividade em relação a outras típicas da Educação Infantil, como a roda de leitura. Na sala da pré-escola da CMEI Nossa Senhora de Fátima, em Curitiba, o computador fica em um dos cantos, tal como o da cozinha, da leitura e dos jogos. "A intenção é justamente diversificar a oferta de possibilidades", explica a professora Joseana de Almeida Fonseca Fontoura.

9 Ter acesso à internet é fundamental?

Embora não seja obrigatório, é difícil conceber um computador que não esteja conectado à rede mundial hoje em dia. Ela é uma ótima fonte de pesquisa e o acesso está cada vez mais fácil para a população. No mais, a interação virtual é um aspecto que deve ser apresentado às crianças e estimulado. É muito enriquecedor mostrar a possibilidae de buscar informação em lugares que muitas vezes estão longe de onde a criançada vive.

10 É válido usar programas para desenhar?

Sim, para que a turma conheça outra forma de criar desenhos. "Porém um equívoco muito comum é imprimir os trabalhos", diz Silvana Augusto, formadora do Avisa Lá. É um gasto denecessário de material e, transferindo a produção para o papel, o educador limita as possibilidades de uso da máquina. Por exemplo, propor que as crianças alterem o material para usá-lo em outros projetos.

11 A tecnologia desestimula a leitura de livros?

Não deveria, já que se tratam de suportes diferentes, tal como a televisão e o rádio, e um não substitui o outro. É importante compreender que é preciso lidar com todas elas. Enquanto no computador a leitura pode ser complementada com recursos audiovisuais usados de forma interativa, com o livro, fica mais ao cargo do leitor interpretar o texto.

12 A aprendizagem da escrita à mão fica prejudicada?

Não, porém é tarefa do educador garantir que o trabalho com lápis e papel e com letras móveis ocorram também. Naturalmente, muitos adultos hoje não escrevem à mão com a mesma frequência de antes e essa deve ser uma tendência entre os pequenos. Mas como há situações em que a escrita de próprio punho não pode ser substituída (por exemplo, quando as crianças estão em um estudo de campo e precisam fazer anotações), é fundamental garantir essa aprendizagem. “A criançada precisa aprender todas as possibilidades da escrita para que possa escolher qual é a mais adequada para usar em cada situação”, fala Silvana.

13 A troca mensagens eletrônicas deve ser estimulada?

Sim, porque é uma forma de comunicação real, tal como a carta. Porém, tem de ser uma atividade contextualizada (por exemplo, escrever um e-mail para indicar para os colegas de outra escola o livro que a turma leu recentemente, com a elaboração de uma resenha). O correio eletrônico também pode ser usado para contatar profissionais, como médicos e biólogos, que possam esclarecer dúvidas e ampliar conhecimentos da criançada.

http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/10-perguntas-respostas-computadores-pre-escola-611908.shtml?page=12


Mapa das redes sociais no mundo






Trabalhando com Informática na Educação Infantil

Interessante texto sobre a Informática na Educação Infantil.
Do site: http://www.educacaoeciberespaco.net/blog/?p=1745



O cúmulo da cegueira é atingido quando antigas técnicas são declaradas culturais e impregnadas de valores, enquanto que as novas são denunciadas como bárbaras e contrárias à vida. Alguém que condena a informática não pensaria nunca em criticar a impressão e menos ainda a escrita. Isto porque a impressão e a escrita (que são técnicas!) o constituem em demasia para que ele pense em apontá-las como estrangeiras.(LÉVY, 1993, p.15)





Um dos maiores “burburinhos” no meio educacional é como proceder com a Informática na Educação Infantil. Alguns radicalmente contra, outros totalmente a favor e alguns nem contra nem a favor, ou seja, não há unanimidade quanto este uso. Mas um fato é que estes alunos estão vivenciando seu mundo e este mundo tem a Informática como algo fundamental na existência. E, sem contar, a própria curiosidade dessa faixa etária ao ver os pais, irmão, familiares e etc, trabalhando, se divertindo, comunicando com um PC ou um notebook. E eles querem participar, afinal, devem pensar “também sou filho de Deus”…

Mas como professores e escola devem proceder com tais máquinas e os pequenos? Abaixo um excerto de um texto em que sou co-ator com algumas dicas sobre o ato de pensar a Informática para a Educação Infantil.

Gallo (2002) aponta que em 1998 as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil já trazem incentivo para o uso das tecnologias na educação:

“Ao reconhecer as crianças como seres íntegros, que aprendem a ser e conviver consigo próprias, com os demais e o meio ambiente de maneira articulada e gradual, as Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil devem buscar a interação entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos da vida cidadã, como conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores. Desta maneira, os conhecimentos sobre espaço, tempo, comunicação, expressão, a natureza e as pessoas devem estar articulados com os cuidados e a educação para a saúde, a sexualidade, a vida familiar e social, o meio ambiente, a cultura, as linguagens, o trabalho, o lazer, a ciência e a tecnologia (Parecer CEB022/98, MEC).”

Podemos entender que a Educação infantil, ao trabalhar com sujeitos em formação pode utilizar-se de recursos informatizados desde que articulados com uma proposta pedagógica sustentada pelo coletivo escolar. Desta forma, a informática não será vista como vitrine, como mero atrativo para pais e alunos.

Valéria Santos Paduan Silva (2000) descreve experiências no âmbito da educação infantil, enfocando o trabalho docente, em especial no tocante à formulação de projetos e sua implementação. Como exemplo de atividades que utilizam o computador foram citados trabalhos para desenvolver a relação espaço-temporal e o raciocínio lógico-matemático, desenvolver noções de espaço (direção, posição e disposição no espaço) e de tempo (ritmo, seqüência temporal, agora, antes, dia, noite, etc.), desenvolver a coordenação viso motora, identificar as formas geométricas, cores, seqüência numérica e seqüência lógica. Mas para isso tudo, deve-se escolher softwares que estejam de acordo com a proposta pedagógica.

Portanto, uma questão fundamental são os critérios para escolha do software (seja ele, tido como educacional ou não, já que muitos softwares que não compõe o universo dos chamados educacionais, podem, muito bem, servir para esse propósito. Sobre como escolher um software para educação leia “A avaliação de um software educacional tanto para a modalidade presencial quanto para EAD” clicando no link). Essa situação é primordial quando se fala em utilizar a informática na Educação, já que o apelo comercial e as inúmeras propostas de softwares “milagrosos” estão recheando o mercado e induzindo professores e pais a adquirirem essas “fabulosas máquinas de pensar”. O professor, seja de qual etapa do ensino (do infantil ao universitário) deve e precisa conhecer e ter critérios para a escolha do software de acordo com o grau dos seus alunos e com as propostas pedagógicas que ele destinou à sua atividade de ensino. Como exemplo, apresenta critérios interessantes para que possamos analisar softwares destinados à educação infantil. São eles:

a) O material fornece condições para as crianças expressarem suas idéias em: imagem, som, palavras e música;

b) O programa oferece ajuda sob a forma oral para a criança;

c) O programa oferece ajuda sob forma escrita para a criança;

d) O programa permite que a criança dê outras soluções para as questões que propõe, diferentes daquelas que apresentadas por ele;

e) O programa permite que a criança possa expressar-se através da escrita;

f) O programa permite que a criança possa comparar o que escreveu com a escrita convencional;

g) Os recursos multimídia do programa proporcionam contato com diferentes formas de escrita;

h) O programa permite que as atividades proposta sejam impressas;

i) As atividades impressas possibilitam situações de leitura e escrita.

E, em suas conclusões aponta que:

“Os programas analisados ficaram muito aquém do desejável para aquilo que buscamos como possibilidades de enriquecimento do universo infantil no que concerne à leitura e à escrita. Em sua esmagadora maioria, não atingiram o percentual mínimo para que pudessem ser enquadrados como possibilidades concretas de estímulo à formação de crianças leitoras e escritoras. Os exercícios, limitados à repetição de estratégias há muito utilizadas pelas cartilhas escolares, têm no suporte multimídia a ilusão da novidade e apostam nisso para que as crianças aprendam. (p. 102)”

Sendo assim, entende-se que a relação entre educação infantil e informática na educação deve seguir um projeto político pedagógico, ancorado na contextualização nos modos de vida de uma determinada região. Neste sentido, a escuta desta realidade, a proposição de atividades deve vir mediada em relação com professor e alunos. Os elementos de atração de um software (cor, movimento, som) não devem ser tratados como fundamentais, mas sim como componentes que irão se acoplar à proposta pedagógica da escola e do professor.

Outra questão primordial são os apelos utilizados para o marketing do software. Muitos prometem o que não podem cumprir e são vendidos como se fossem embasados em fundamentos construtivistas e, na verdade, não atingem os pressupostos básicos para serem chamados como tal.

Daí a necessidade da coerência pedagógica do professor somada a conhecimentos, pelo menos, superficiais de modelos de softwares e sua arquitetura, bem como seguir uma espécie de checklist que contenha critérios que são fundamentais e importantes para comporem o software que o professor deseja de acordo com suas necessidades e estratégias pedagógicas. Acima, apresentamos um exemplo de avaliação de software educacional, mas a lista pode ser acrescentada ou diminuída de quaisquer situações que sejam do agrado e de acordo com as estratégias do professor e da escola que se destina o software.

João da Silva Filho descreve perspectivas interessantes ao se pensar no uso de computadores na educação infantil:

1. a introdução das novas tecnologias no âmbito da educação infantil não descartará a figura do professor;
2. a introdução das novas tecnologias no âmbito da educação infantil implicará, sim, na necessidade de uma nova postura por parte do educador e na apropriação de novas habilidades por parte deste;
3. entre estas habilidades novas exigidas pela inserção destas tecnologias emergentes na educação infantil, destaca-se a capacidade de lidar com os equipamentos e os programas a nível prático-reflexivo, quer dizer, a nível do saber-fazer e do saber-saber (o que utilizar, como utilizar, quando utilizar, por que utilizar, etc.)
4. a existência de diferentes propostas educacionais para o trabalho educativo como “…ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens” (DUARTE, 1998, p.85) exige uma tomada de posição por parte dos educadores na hora de decidir de que maneira incorporar estas tecnologias emergentes em seu trabalho com as crianças pequenas;
5. há uma prática social contraditória que envolve as promessas de um projeto cultural de emancipação e cidadania, e esta contradição reflete-se nas possibilidades de se fazer uma educação coerente com a finalidade de produzir-se uma sociedade mais humana, mais democrática e mais solidária;
6. a introdução destas tecnologias na educação infantil, tanto como objeto de estudo quanto como ferramenta pedagógica, deve cumprir uma função primordial de socialização da cultura e de contribuição que ajude a superar as desigualdades sociais e os entraves a uma cidadania plena;
7. as propostas pedagógicas e as concepções ensino-aprendizagem que subjazem sob parte considerável dos softwares educativos para crianças pequenas ainda não incorporaram propostas mais modernas que levam em conta a importância da atividade e iniciativa da criança no processo de integrar-se a uma cultura e de constituir-se como sujeito;
8. muitos dos materiais disponíveis, principalmente programas(softwares), apresentam problemas de instalação, manipulação e uso, atrapalhando a incorporação dos mesmos no cotidiano da educação infantil;
9. em muitos programas para crianças pequenas ainda é possível identificar conteúdos que veiculam estereótipos violentos e discriminatórios em relação a gênero, raça, religião, costumes, etc. (1998, p. 8-9)

Além das questões que Silva Filho apresenta não podemos deixar de lado as características desses “novos tempos”. Hoje, a Informática faz parte da vida cotidiana de crianças a adultos, todos a utilizam de alguma forma, seja para o entretenimento quanto para o trabalho e os computadores estão presentes em todas as camadas da população, havendo, inclusive, um aumento significativo nas camadas populares. As últimas estatísticas do uso de computadores no Brasil mostram uma realidade em crescimento vigoroso do seu uso. Inclusive, o Brasil é campeão mundial em horas navegadas na Internet e os números não param por aí: somos 66,3 milhões de internautas segundo o Ibope Nielsen Online (em 12/2009), um aumento de 16% em relação a 2008. O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet. Nas áreas urbanas, 44% da população está conectada web e de cada 3 escolas urbanas, 2 tem laboratórios conectados à Grande Rede com banda larga. 97% das empresas e 23,8% dos domicílios brasileiros são conectados.

Dessa forma, o computador começa a universalizar-se adentrando em todas as camadas da população e, assim, o processo educativo não pode se manter alheio a esse movimento. E, muito menos, a educação infantil pode ser desconhecedora dessa realidade. Uma parte considerável das crianças brasileiras mora em lares que tem acesso ao computador ou tem pessoas que o utilizam de alguma forma no seu cotidiano, tornando-se algo corriqueiro nas conversas e na lida do dia-a-dia e, além disso, não podemos fazer do laboratório de Informática da Escola o local onde mora “o bicho papão”, afinal, onde ele habita criança não entra…

Referências:

GALLO, Simone Andrea D’Ávila. Informática na educação infantil: tesouro ou ouro de tolo? 2000, in

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência : o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro : Ed. 34, 1993.

PADUAN, Valéria santos. Informática na Educação Repensando O Uso do Computador nas Escolas de Educação Infantil E Ensino Fundamental, 2002, in

20 novembro 2010

13 novembro 2010

Artigo


PENSAR FORA DA CAIXINHA




Atraso é a palavra que melhor caracteriza o desenvolvimento educacional no Brasil

RAFAEL PARENTE

Atraso é a palavra que melhor caracteriza o desenvolvimento educacional no Brasil. Um século atrás, ainda vivíamos uma realidade em que praticamente 70% da população de 15 anos ou mais eram analfabetos, e menos de 25% das crianças entre 5 e 14 anos estavam matriculados em escolas. A primeira universidade só surgiu em 1912. Até hoje, nossos indicadores, como a taxa de reprovação e o desempenho em testes internacionais, como o PISA, continuam ruins, inclusive na comparação com países da América Latina.

No entanto, há motivos para otimismo. Além do avanço em alguns aspectos, como o acesso à educação básica, temos à frente uma janela de oportunidade sem precedentes, já que estamos finalmente chegando a consensos importantes. E, como pela primeira vez temos um número maior de jovens do que crianças, precisamos agir rapidamente para que esses jovens possam aprender mais.

Há teorias que procuram identificar estratégias para se melhorar a educação, desde a aplicação de conceitos econômicos até a simples ideia de ouvir o professorado. A ciência comprova a causalidade entre as motivações de professores e alunos e o sucesso da escola. Recentemente, estudos científicos rigorosos têm comprovado também a eficiência da utilização de novas tecnologias na aceleração do progresso acadêmico, como no aumento de pontuações em testes padronizados.

As melhores universidades americanas já disponibilizam aulas ou cursos inteiros no YouTube, na iTunes U ou na academicearth.org. O professor mais popular do mundo (khanacademy.org), abençoado por Bill Gates e Google, criou milhares de aulas gratuitas, já assistidas por milhões de pessoas em todo o planeta. Instituições educacionais de todos os níveis, como a Open High School of Utah, têm experimentado ações inovadoras com a utilização de netbooks, celulares, plataformas de aprendizagem, redes sociais, tutoria à distância, mundos virtuais, 3D, ensino baseado em projetos, desafios ou jogos e conteúdo didático aberto.

Precisamos apostar em inovações para tornar o processo de aprendizagem nas nossas escolas mais interessante, autêntico, amplo, relevante e customizável para diferentes necessidades. Isso requer, entretanto, investimentos em infraestrutura, manutenção, capacitação do corpo docente, sistemas e conteúdos.

Na Secretaria municipal de educação do Rio de Janeiro, estamos atentos e o Twitter já é um dos principais canais de comunicação com professores e diretores. Estamos sanando problemas elétricos e de segurança. Uma das ações mais importantes é a utilização da Educopédia, a nossa plataforma de aulas digitais (www.educopedia.com.br), que permitirá a projeção das atividades nos quadros brancos em todas as salas de aula de 6º a 9º anos a partir do começo do próximo ano letivo. Essas salas terão netbooks, projetores, caixas de som, internet banda larga sem fio e os professores terão microfones. Estamos também testando um portal (www.rioeduca.net) onde professores já podem compartilhar melhores práticas, encontrar recursos pedagógicos, e mostrar atividades e projetos que realizaram. Todos os 38 mil professores e 690 mil alunos da rede estão recebendo uma nova conta de e-mail com 10 GB.

Estamos avaliando a utilização da Educopédia em sala de aula desde o começo de outubro e o resultado tem sido positivo. Alunos e professores já acessam as aulas de qualquer lugar e a qualquer hora.

Para conseguirmos chegar à educação que queremos e aproveitarmos a oportunidade que temos à frente, educadores e líderes precisam reconhecer que estamos formando pessoas que viverão em um mundo onde o modelo educacional vigente, baseado em linhas de produção industrial, já não se adequa. Precisam lembrar que, além de possuir uma identidade cultural local, os novos cidadãos devem conseguir se incluir em uma vila global repleta de diversidades, com distâncias cada vez menores. Precisamos formar jovens autônomos, solidários e competentes, abandonando velhos moldes, pensando fora da caixinha ou abandonando a caixinha de vez.

RAFAEL PARENTE é subsecretário de Projetos Estratégicos da Secretaria municipal de educação do Rio.
Fonte: O Globo (RJ)

23 outubro 2010

A Educação e a Emergência de Múltiplos Paradigmas

Sou fã de Mario Sérgio Cortella. Que homem inteligente!!





Mario Sergio Cortella (ca. 1954) é um filósofo brasileiro, mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também é professor-titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da pós-graduação em Educação (Currículo), além de professor-convidado da Fundação Dom Cabral e do GVpec da FGV-SP.

Foi secretário municipal de Educação de São Paulo (1991-1992) e é autor, entre outros livros, de A Escola e o Conhecimento, Nos Labirintos da Moral, com Yves de La Taille, Não Espere Pelo Epitáfio: Provocações Filosóficas, Não Nascemos Prontos! e O que a Vida me Ensinou - Viver em Paz para morrer em Paz.

Fez o programa "Diálogos Impertinentes" na TV PUC, no Canal Universitário.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mario_Sergio_Cortella


07 outubro 2010

Onde está a infância?


Onde está a infância??
Parece que hoje as crianças não são mais como as crianças do meu tempo. Tive a oportunidade de brincar na rua, brincar de casinha, escolinha, pique e etc. Eu fui feliz! No meu tempo havia programas infantis de criança para criança. No meu tempo, eu fui criança!

Não quero ser saudosista, longe de mim! O que eu observo é que a adolescência começa a cada dia mais cedo. Quero que você cite, trabalhos voltados para a criança que atinjam as grandes massas! Vamos lá, vamos tentar!

Difícil! Se você perguntar para uma criança pequena, a música que ela gosta, talvez diga a você, Justin Bieber, Restart ou até mesmo um pagode ou um funk proibidão e isso é muito triste! O comércio descobriu que ser teen dá dinheiro!

Temos excelentes músicos que fazem trabalhos voltados para criança, é o caso do maravilhoso Palavra Cantada, mas infelizmente a maioria da população nunca nem ouviu falar! Somente os pais mais esclarecidos procuram músicas de qualidade para seus filhos. Tem a oportunidade de levá-los a shows, eventos, teatro. Podemos citar outros artistas como Bia Bedram e os trabalhos de Adriana Partimplim e o "Pequeno Cidadão" de Arnaldo Antunes.

Ontem assisti no canal SESC TV o especial: "Era Iluminada- Canções Infantis" com Luiza Possi, Marcelo Pretto, Toni Garrido e Ná Ozzetti, onde interpretam músicas infantis de diversas épocas. Como foi bom, músicas de qualidade! Lamento que as grandes mídias não tem o interesse em divulgar trabalhos assim, então, fica só para a "elite".

Aí eu falo e repito: no meu tempo, eu ouvia MPB4 -"Quem advinha o que é?", ganhei este disco e ouvi até furar!! A trilha sonora do filme "Os Saltimbancos Trapalhões" assinada por Chico Buarque, quer coisa melhor?! "Uma pirueta, duas piruetas! Bravo! Bravo!".
E os especias para a TV? Toda criança ficava acordada até mais tarde para assistir, "Pluct Plact Zum", com nomes de peso, como: Maria Betânia, Eduardo Dusek e Raul Seixas, entre outros; "A Casa de Brinquedos" de Toquinho, "A Arca de Noé" I e II de Vinícius de Moraes, só pra citar alguns. Músicas que cantamos até hoje!

Onde está a infância? Usando roupas, maquiagem como se já estivessem com 15 anos? Vendo BBB, Fazenda e similares? Lendo Capricho e se apaixonando pelos "Colírios"? Na frente do computador? (nada contra, mas com moderação). Onde está a infância?
E aí entra a escola. É dever do professor da Educação Infantil selecionar músicas de qualidade. Mostrar para aquele pequeno, que existe um mundo além do Rebolation. Mas para isso ele precisa também se abrir para o conhecimento e buscar sempre recursos para sua aula que primem pela qualidade.
Foi um desabafo!!

Dayse Malagole






05 outubro 2010

Pequeno Cidadão

Pequeno cidadão, um projeto de músicas de qualidade para crianças.


Leia biografia do Myspace:

"PEQUENO CIDADÃO é um projeto da gente só com músicas pras crianças. As músicas são inspiradas nos nossos filhos, na nossa experiência como pais e também nas nossas lembranças de infância. Os temas são: sapo-boi, lagartixa, chupeta, uirapuru, futezinho na escola, leitinho... e aí vai.... Os shows estão muito divertidos! Nosso primeiro vídeo clipe completo de animação acabou de ficar pronto, é sobre a hora de largar a chupeta! Assista aí acima!!! As camisetas PEQUENO CIDADÃO, de algodão orgânico, são vendidas nos shows. ESTAMOS PRODUZINDO UM DVD DE ANIMAÇÃO COM TODAS AS MÚSICAS E MAIS ALGUNS EXTRAS. VAI FICAR MUUUUUUITO LEGAL!!! "


04 outubro 2010

Limites


Hoje, participei do programa Espaço Feminino da TV Boas Novas. Eu e a Psicóloga Cíntia Ândria de Souza Granato, conversamos com Ana Paula Almeida, sobre a
questão dos limites na educação dos filhos. Para os interessados no assunto, sugiro um livro muito conhecido e que já está na 83ª edição, "Limites sem Traumas" de Tania Zagury. Em breve posto o vídeo do programa.

Para você, pai ou mãe com dúvidas no assunto, abaixo,
uma reportagem da Veja on-line com trechos do livro:


Limites, sim ou não?

Antigamente, ninguém sequer discutia o assunto.

Criança não sabia e, portanto, precisava aprender. E nós, adultos, tínhamos de ensinar. De maneira que, por exemplo, quando o menino fazia algo errado, respondia mal à vovó, agredia um coleguinha ou não queria fazer o "dever de casa" os pais não tinham dúvidas - agiam, corrigiam, "davam castigo" - muitos até batiam!!! (Lá em casa, temos guardada uma aterrorizante e incrível palmatória - que meu marido, um belo dia, conseguiu com a ex-professora primária do
meu sogro, para figurar na sua coleção de antigüidades... com o caráter especialíssimo de ter sido usada no avô dos meus filhos, quem haveria de crer hoje?)

Com as mudanças ocorridas durante o século XX, tanto no campo das relações humanas como no da educação, as pessoas foram aprendendo a respeitar as crianças, entendendo que elas têm, sim, querer (há pouco mais de três décadas
nossos pais diziam com toda segurança "criança não tem querer", quem não lembra?), gostos, aptidões próprias e até indisposições passageiras - exatamente como nós, adultos.

Com isso, sem dúvida, muita coisa melhorou para as crianças - e, claro, para nós adultos também. O relacionamento entre pais e filhos ganhou mais autenticidade, menos autoritarismo. O poder absoluto dos pais sobre os filhos foi substituído por uma relação mais democrática. E o entendimento cresceu... Todos ficaram felizes... Será? Será que as coisas aconteceram assim de forma tão harmoniosa, com todos?

Na verdade, não. Em muitos casos, surgiram problemas, porque ocorreram uma série de enganos e distorções em relação a essa nova forma de relacionamento familiar.

E por quê? Será que essas novas teorias estavam, afinal, erradas? Em parte sim e em parte não. O problema maior que ocorreu - e ainda vem ocorrendo - é que muitos pais estão tendo sérias dificuldades para colo- car em prática essa nova forma de educar, que é de fato muito mais difícil.

Como saber a hora de dizer sim e a hora de dizer não? Aliás, perguntam-se, aflitos, muitos pais, há, de acordo com essas novas teorias, realmente uma hora para dizer não? Negar alguma coisa para os filhos parece um crime, um verdadeiro pecado atualmente, ou, no mínimo, um ato autoritário, um modelo antiquado de educar. Afinal, tantas obras publicadas indicam tudo que não se deve fazer e tão poucas oferecem realmente uma diretriz para clarear o caminho de quem quer bem orientar os filhos...

Muitos papais e mamães ficam em sérias dificuldades ao tentarem colocar em prática aquelas idéias tão lindas que tinham em mente ao iniciarem o longo e delicado caminho da formação das novas gerações: "comigo vai ser tudo diferente; não vou ser igual aos meus pais em nada...", afirmam, convictos. Cheios de boas intenções lá vão eles e... de repente, as coisas deixam de ser tão simples e fáceis. Ao contrário. O dia-a-dia parece se tornar muito, mas muito complicado mesmo. Ai, meu Deus, o que fazer?

Aquele relacionamento ideal, perfeito, em que a mamãe, com todo carinho (e com toda razão), explica (sem nenhum autoritarismo e cheia de compreensão), que aquele cd que o filhinho arranhou, tão inocentemente, tadinho - não era para ser riscado... mas, mesmo com toda conversa, com todo afeto demonstrado e outras tantas racionais explicações, o cd foi arranhado, sim. E não apenas um, mas vários! Explicado assim, com tanto carinho e amor, deveria ter funcionado, afinal usou toda a psicologia, não foi?... Então, o que está acontecendo? Depois de falar, explicar, sorrir, explicar de novo, acariciar, entender, compreender - tudo, tudo, conforme manda o figurino da nova educação - não é que parece que seu doce filhinho não entende o diálogo? Pois, afinal, não se foi para o lixo toda a ma-ra-vi-lho-sa coleção de cds do maridinho?... Como é que pode? E agora?

Onde foi que eu errei? perguntam-se, desesperados, os pais. Afinal, conversam, explicam, não agridem, não impõem, não batem, não castigam... e, no fim, a vida está virando um verdadeiro inferno, quanto mais fazem, mais os filhos querem que se faça, já não sabem mais o que dizer, como agir, estão desesperados! Um belo dia, percebem-se, admirados, a dizer "no meu tempo não era assim", aquela frase odiável que ouviram tantas vezes e, agora, quem diria, eles próprios a estão dizendo, e o que é pior, resolveram "virar a mesa", estão castigando os filhos, berrando, se escabelando, irritados, perdidos...

Parece o fim do mundo? Parece. Mas, felizmente, não é.

Já dizia Aristóteles, um filósofo que viveu muito antes de Cristo, "a justiça está no meio-termo". Ou seja, o que ocorreu foi que, no afã de atender aos reclamos da moderna pedagogia e da psicologia, os pais perderam um pouquinho o rumo - e, sem querer, exageraram na dose - quiseram tanto acertar que, por vezes, erraram. Mas, calma, nada que não tenha remédio! Algumas regras básicas são suficientes para colocar a casa em ordem e a vida em paz!...

E é exatamente o que vamos fazer aqui: explicar com clareza e objetividade como ser um pai moderno - sem perder a autoridade, sem deixar que os filhos cresçam sem limites e sem capacidade de compreender e en- xergar o outro - habilidades básicas e essenciais para quem deseja criar cidadãos, seres humanos capazes de praticar o humanismo com a mesma naturalidade com que respiram!

Para possibilitar o surgimento desse ser humano maravilhoso é necessário que os pais tenham certeza de uma coisa: dar limites é importante. Não pode haver dúvidas quanto a isso. Antes de começar é preciso pensar - e decidir. É fundamental acreditar que dar limites aos filhos é iniciar o processo de compreensão e apreensão do outro (atualmente muita gente acredita que o limite provoca necessariamente um trauma psicológico e, em conse- qüência, acaba abrindo mão desse elemento fundamental na educação). Ninguém pode respeitar seus semelhantes se não aprender quais são os seus limites - e isso inclui compreender que nem sempre se pode fazer tudo que se deseja na vida. É necessário que a criança interiorize a idéia de que poderá fazer muitas, milhares, a maioria das coisas que deseja - mas nem tudo e nem sempre. Essa diferença pode parecer sutil, mas é fundamental. Entre satisfazer o próprio desejo e pensar no direito do outro, muitos tendem a preferir satisfazer o próprio desejo, ainda que, por vezes, prejudique alguém. Porque, afinal, nem sempre o que se deseja é útil e correto socialmente, querem ver?

- Pode morder e arrancar os cabelos do amiguinho só porque ele pegou seu brinquedo favorito? Não, é claro.

- Pode dar vontade de entupir o vaso sanitário da escola com papel higiênico? Não, não pode.

- Pode dar vontade de jogar uma mesa do segundo andar de um prédio, só para ver o que acontece com o chão, lá embaixo? Não, não pode.

- Pode dar vontade de pichar as paredes branquinhas do prédio novo lá da praça? Não, não pode não.

- Pode dar vontade de dirigir, depois de beber duas doses de uísque? Não, não pode.

- Pode dar vontade de correr como o vento na nova bicicleta de vinte marchas e nem ao menos reduzir um pouco, ao vislumbrar uma velhinha atravessando a pista? Não, mas acontece... e a cada dia mais...

- Pode dar vontade de pegar aquela bolsa lindinha e nova que a amiga comprou e levar para você? Também não pode não.

- Pode fingir que não percebeu que a conta do restaurante veio totalizada a menos e não falar nada? Não, não e não!

- Pode dar uma facada na namorada que o deixou por outro? Jamais! Porém acontece!

- Pode dar vontade de jogar álcool no mendigo e atear fogo, só de brincadeirinha? Não, não pode.

Mas só vai responder "não, não pode não" quem desde pequenino tiver aprendido que muitas coisas podem, e muitas outras não podem e não devem ser feitas, mesmo que dêem muita vontade ou prazer. E tudo bem. Somos felizes assim, respeitando e tendo algumas regras básicas na vida. Especialmente se aprendemos a amar o outro e não apenas a nós próprios.

E, nós, os pais, queremos muito ver nossos filhos crescendo no rumo da felicidade, não queremos? Então temos de ajudá-los nisso. Porque ninguém, ao vir ao mundo, sabe o que é certo e o que é errado. O ser humano, ao nascer, não tem ainda uma ética definida. E somos nós, especialmente nós, os pais, que temos esta tarefa fundamental e espetacular - passar para as novas gerações esses conceitos tão importantes e que conferem ao homem sua humanidade.

Então, se estamos todos de acordo, mãos à obra! Vai valer a pena!

18 setembro 2010

1822



Para meu trabalho de conclusão da pós, pedi pela net um livro sobre Projetos Pedagógicos (mas não é sobre este que quero falar). Aproveitando a oportunidade, pedi outro, afinal não ia permitir que o entregador chegasse aqui com um livrinho só, ?? Que desculpa...
A verdade é que eu estava muito curiosa para ler este outro livro:
1822, de Laurentino Gomes.
No início de 2008, fizemos um grande projeto na escola onde trabalhamos sobre os 200 anos da chegada da família real, como fonte de pesquisa, li seu outro livro, 1808.
Me encantei pela maneira fácil que ele descreve os acontecimentos da História do Brasil, dava gosto! Quando ouvi falar que ele estava lançando sua continuação, não perdi tempo!
Na "orelha" do livro consta alguns depoimentos, vou destacar o de Mônica Rector (professora ph.D, da Universidade da Califórnia, EUA) o que o define muito bem:


" Uma forma leve e divertida de estudar história, sem sofrimento"


1880, li e recomendo!
1822 vou começar agora, depois conto!!

Próxima aquisição: D. LEOPOLDINA - CARTAS DE UMA IMPERATRIZ

http://www.entrelinhas.info/livro-d-leopoldina-cartas-de-uma-imperatriz/

1808


14 setembro 2010

Escola

Uma escola de qualidade

Uma escola de qualidade sabe de onde veio e para onde vai. Conhece bem a sua história e seu futuro. Traça metas e objetivos. Planeja e se organiza. Tem seu Projeto Político Pedagógico bem elaborado e construído por todos.


Uma escola de qualidade é aquela onde há respeito entre todos os segmentos: alunos, professores, responsáveis e direção. Nela todos os profissionais podem trabalhar com autonomia a partir de uma gestão democrática. Todos são ouvidos, as questões são discutidas e resolvidas.


Numa escola de qualidade, os alunos são felizes! Cada aprendizado é uma descoberta, ele tem prazer em estar ali! Os momentos vivenciados ficarão sempre em sua mente. Os professores são valorizados, recebem salários dignos e amam o que fazem.


Numa escola de qualidade, há uma linha filosófica definida, refletindo numa prática pedagógica ativa, onde os alunos são autores de seus processos através da interação com o outro. A avaliação é contínua e baseada naquilo que o aluno consegue fazer, observando suas capacidades e talentos.


Uma escola de qualidade seria uma escola ideal a meu ver. Uma escola que vai além dos muros, uma escola que forma cidadãos éticos e críticos.


Por Dayse Malagole

Coordenação











Dez atribuições que um

Coordenador Pedagógico deve ter:

  1. Liderar o grupo na construção do Projeto Político Pedagógico. É o Coordenador que delimita as ações, estimula o grupo, abre novas perspectivas, ajuda a definir a linha de trabalho.
  2. Liderar o grupo na construção dos Projetos Pedagógicos Anuais, Projetos Individuais e todo planejamento feito na unidade escolar, ele é responsável por esta organização.
  3. Auxiliar o professor na execução de tais projetos, levando sugestões, novidades e soluções.
  4. Apresentar aos responsáveis a linha pedagógica da escola e como ela é desenvolvida.
  5. Estar atento aos diários de classe, relatórios redigidos pelos professores.
  6. Estar atento aos prazos, colaborar com o professor para a conclusão das atividades de forma coerente e satisfatória.
  7. Receber os responsáveis, tirar dúvidas, resolver pequenos conflitos, sempre buscando o bem estar de todos.
  8. Acompanhar a avaliação da aprendizagem dos educandos, auxiliando o professor nesta tarefa.
  9. Colaborar na busca de estratégias para trazer a família à escola.
  10. Manter o corpo docente sempre atualizado, levando textos de estudo, reflexões, dinâmicas que promovam uma formação continuada.
Três qualidades do Coordenador Pedagógico:

  1. Criatividade – Ele deve sempre trazer novas idéias, estar bem informado e atualizado tanto com o que acontece no mundo, quanto as novidades tecnológicas.
  2. Bom relacionamento interpessoal – O Coordenador deve ter um bom relacionamento com todos, ser imparcial em alguma questão onde haja divergências no grupo. Deve buscar sempre a união.
  3. “Jogo de cintura” – Existem situações onde o Coordenador deve, ou atuar de forma decisiva, buscando a melhor maneira de solucionar problemas.

Por Dayse Malagole